Homem que morreu em rua após esperar duas horas por ambulância implorou por ajuda de moradores e bateu de porta em porta; vídeo
O homem que morreu após esperar cerca de duas horas por uma ambulância, em Catalão, no sudeste de Goiás, implorou pela ajuda de moradores e bateu de porta e...
O homem que morreu após esperar cerca de duas horas por uma ambulância, em Catalão, no sudeste de Goiás, implorou pela ajuda de moradores e bateu de porta em porta. O vídeo mostra quando Rafael Vinicius Silva de Souza caminha pelas calçadas e chama moradores, sem sucesso (veja acima). De acordo com a TV Anhanguera, o Ministério Público vai apurar por que o Corpo de Bombeiros e o Samu de Catalão não conseguiram socorrê-lo. A Polícia Científica informou ao g1 que o corpo de Rafael foi encaminhado ao IML por suspeita de "intoxicação exógena por entorpecente", ou seja, por uso de drogas. Mas a causa só será confirmada após exames laboratoriais, que devem ficar prontos entre 30 e 60 dias. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O caso aconteceu na noite da última segunda-feira (20). De acordo com apuração da TV Anhanguera, os vizinhos ligaram para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e para o Corpo de Bombeiros, mas relataram que nenhuma viatura chegou a tempo de socorrer Rafael. Imagens de câmeras de segurança mostram quando Rafael estava na rua e depois cai no chão. Moradores contaram à TV Anhanguera que ele parecia desorientado, não conseguia falar o que estava sentindo e pedia socorro. Ele também pediu para que os moradores chamassem uma ambulância. Rafael Vinícius pediu ajuda de moradores antes de cair na rua Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM Homem morre na rua após pedir socorro a vizinhos e esperar ambulância por mais de 2 horas; vídeo Jardineiro morre ao ser atingido por tronco enquanto cortava árvore em condomínio de Bela Vista de Goiás Comandante do Giro sofre acidente durante trilha de moto e está na UTI Vizinho: ligações foram feitas À TV Anhanguera o morador Bruno Savicki Zanetti Mori disse que ligou uma vez para a polícia e duas para o Corpo de Bombeiros pedindo ajuda, mas os socorristas disseram não ter viatura disponível para o atendimento. "Minha esposa ligou uma vez para o Corpo de Bombeiros e os vizinhos ligaram dezenas de vezes. E a resposta sempre foi a mesma: que não tinha viatura, estavam todas em operação e que, quando tivesse uma, eles iam mandar para cá", relatou. De acordo com um bombeiro da cidade, em entrevista à TV Anhanguera, a primeira ligação registrada foi às 22h23. Ele afirmou que havia ambulância disponível para resgate. "A primeira ocorrência, a primeira ligação que a unidade atendeu, essa unidade resgate já foi despachada. Então assim, pode ter havido alguma incongruência nessas primeiras ligações. Nós já estamos apurando essas informações, verificando o que realmente aconteceu", disse. O g1 não conseguiu localizar a família de Rafael até a última atualização desta reportagem.