Goiana é a primeira aprovada do Brasil em cota quilombola para ser diplomata
Goiana é a primeira aprovada do Brasil em cota para quilombola para ser diplomata Arquivo pessoal A goiana Helen Jaine Gomes Borgens é a primeira aprovada do ...
Goiana é a primeira aprovada do Brasil em cota para quilombola para ser diplomata Arquivo pessoal A goiana Helen Jaine Gomes Borgens é a primeira aprovada do Brasil em cota para quilombola no concurso público para admissão à carreira de diplomata. A candidata faz parte da comunidade quilombola do Retiro, que fica em Simolândia, na região nordeste de Goiás. De acordo com o edital, o salário inicial é de R$ 22,5 mil. 🔎 Diplomatas são servidores públicos responsáveis por representar e defender os interesses de seu país perante outros governos e organizações internacionais. Ao g1, o Itamaraty informou que este foi o primeiro concurso para a carreira realizado sob a vigência da lei 15.142/2025 "a nova lei de cotas", que estabelece reserva de vagas em concursos públicos federais para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Helen nasceu em Goiânia e é egressa do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Goiás (UFG). Segundo a instituição, o primeiro incentivo para que ela seguisse a carreira veio por meio de um professor do curso preparatório para o vestibular O edital com a confirmação foi publicado no dia 23 de junho. À UFG, Helen está orgulhosa da conquista e sonha em ocupar o cargo mais alto da carreira diplomática, o posto de embaixadora. Segundo ela, é uma honra representar a categoria quilombola ocupando esse espaço. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: AMOR: Gari e capitã da polícia emocionam ao celebrar 25 anos juntos com ensaio Gari que emocionou com ensaio de fotos ao se formar em enfermagem conciliava trabalho e estudo: 'Não é vergonha varrer rua' Estudante percorre quase 130 km de moto para conseguir chegar à universidade e lutar pelo sonho do diploma: 'Sem reclamar' Dificuldade e sonho Depois de começar a graduação, Helen se distanciou da área e até pensou em trocar de curso, mas sua mãe pediu que ela insistisse por mais um semestre. “Foi nesse período que ela cursou a disciplina de Política Externa Brasileira, que reacendeu seu interesse pelas Relações Internacionais e, com ele, a vontade de se tornar diplomata”, informou a assessoria da universidade. Segundo a UFG, Helen imprimiu a prova aplicada para entender o nível da prova e se preparar para o desafio. Em 2025, ela se formou na graduação e voltou para Simolândia para estudar para a prova. À UFG, ela contou que o fato de morar no interior dificultou seu acesso ao estudo especializado para o concurso e que precisou estudar inglês e todos os conteúdos além do básico sozinha. O esforço valeu a pena e Helen foi aprovada na única vaga reservada a candidatos quilombolas. Concurso para a carreira diplomática Palácio do Itamaraty recebe iluminação em homenagem ao Orgulho LGBTQIA+ Divulgação/Palácio do Itamaraty O Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD) é realizado desde 1996 e é oferecido pelo Instituto Rio Branco, academia diplomática brasileira subordinada ao Ministério das Relações Exteriores. O concurso exige conhecimento em várias áreas e é considerado um dos mais difíceis e concorridos do país. Com a aprovação, o candidato precisa fazer um Curso de Formação de Diplomatas no Instituto, com duração de três a quatro semestres, para ocupar o primeiro cargo da carreira diplomática: o de terceiro-secretário. Pode participar do concurso qualquer brasileiro com formação superior. A seleção é dividida em uma etapa com prova objetiva e outra dissertativa. Nos exames, são avaliados oito disciplinas como História do Brasil, Política Internacional, Economia e Direito. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás