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Criança que morreu após ser liberada de hospital estava com dificuldade para andar, diz mãe

Criança morre em casa após ser liberada de hospital, diz família Heloísa Souza Rodrigues, de 9 anos, que morreu após ser liberada de uma Unidade de Pronto ...

Criança que morreu após ser liberada de hospital estava com dificuldade para andar, diz mãe
Criança que morreu após ser liberada de hospital estava com dificuldade para andar, diz mãe (Foto: Reprodução)

Criança morre em casa após ser liberada de hospital, diz família Heloísa Souza Rodrigues, de 9 anos, que morreu após ser liberada de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estava com dificuldade para andar, contou ao g1 a mãe, Samara Souza. A menina estava com febre e dois furúnculos, um na perna e outro no braço, mas foi liberada horas antes de morrer. O caso aconteceu em Iporá, região oeste de Goiás. A criança morreu na terça-feira (5). No dia anterior à tarde, ela foi atendida na UPA, onde foram receitados alguns medicamentos. Segundo a família, não foi solicitado nenhum exame. O g1 tentou contato com a Prefeitura de Iporá para um posicionamento, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A mãe disse que, no período de quatro dias, Heloísa reclamou de dores nas pernas, mas o médico disse que a dor era por causa do furúnculo, segundo Samara. Criança que morreu após ser liberada de hospital estava com dificuldade para andar, diz mãe Reprodução/Instagram Paróquia Paulo VI e Samara Souza LEIA TAMBÉM: Criança morre em casa após ser liberada de hospital, diz família Explosão em panificadora atinge bebê, pais e avô, em Catalão Menina que morreu após ficar presa na janela subiu para conversar com outras crianças, diz bombeiro Furúnculos Samara relatou que a busca por atendimento médico começou no domingo (3), após a criança apresentar febre persistente depois de apresentar furúnculos, um no joelho e outro no braço. Segundo Samara, a menina foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu prescrição de medicamentos. A mãe recebeu uma receita de 3 frascos de cefalexina, um de dipirona e outro de iboprofeno. Ela foi orientada a fazer compressas quentes de 4 em 4 horas. Ela contou que não tinha condições financeiras de comprar todos os medicamentos. O total dos frascos de cefalexina custava R$ 92, mas a mãe não podia comprar. Ela foi alternando entre dipirona e iboprufeno. Samara então retornou à unidade na segunda-feira (4) para solicitar a troca da receita para amoxicilina e alertou os médicos sobre novos sintomas preocupantes, como a falta de apetite e a dificuldade da filha para caminhar. Apesar dos alertas da mãe, a orientação médica foi de que a dificuldade de locomoção seria uma reação normal ao furúnculo no joelho e que o quadro de Heloísa apresentaria melhora em até dois dias com o uso da medicação e compressas quentes. "Na segunda (4) eu retornei à UPA às 14h para trocar a receita para amoxilina e novamente relatei a falta de apetite, a dificuldade para andar e a febre persistente", disse Samara. Samara seguiu as recomendações em casa, medicando a filha e oferecendo alimentação leve. Na segunda, à noite, Heloísa conseguiu comer um pouco e não estava mais com febre. Heloísa morreu em casa, pouco tempo após ter sido liberada pela segunda vez da unidade de saúde. Ao g1, Samara relatou novamente que o médico do posto de saúde não solicitou nenhum exame, só passou os medicamentos e disse que em dois dias ela melhorava. "Ele mal olhou a ferida dela, olhou para ela de longe, da cadeira dele", disse. Cantora na igreja e comunicativa Samara contou que a filha gostava de passeios na fazenda, servir na igreja, dançar, se maquiar e principalmente colocar laços no cabelo. Heloísa gostava de brincar com sua irmã mais nova e cuidava muito bem dela, de acordo com a mãe. “Ela era muito carinhosa com todos os parentes, os amigos e integrantes da igreja. Ultimamente, estava toda empolgada por estudar na Mater Dei, a nova escola de Iporá”, contou Samara. Ao g1, a avó de Heloísa, Cida Junior, disse que a neta cantava salmos na Paróquia São Paulo VI, em Iporá. Nas redes sociais, a criança foi descrita como doce, pura e com o dom do espírito. Nas redes, a paróquia prestou uma homenagem à menina, que cantava vários salmos católicos. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás